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Danielle Crepaldi Carvalho parte da história do carnaval para estimular a escrita - Literatura Brasileira no XXI

Publicações | Criação Literária

Danielle Crepaldi Carvalho parte da história do carnaval para estimular a escrita

Foto: Arquivo pessoal.

Adiado em várias partes do País em função da pandemia, o Carnaval foi tema da oficina online de crônicas, realizada no final do ano passado, dentro da programação da Biblioteca Parque Villa-Lobos. A professora Danielle Crepaldi Carvalho comandou os encontros da série intitulada "História e escrita de crônicas: um percurso pelo Carnaval a partir da produção cultural realizada no Brasil". A atividade fez parte do projeto Literatura Brasileira no XXI e tem resultados publicados neste site. São artigos desenvolvidos durante as aulas e que refletem o aprendizado adquirido em mais esta ação em parceria com a UNIFESP.

Danielle traçou um panorama histórico sobre a folia, que é paixão de tantos brasileiros, no território nacional, com exemplos dos períodos do Império à Quarta República. A professora destacou as raízes do festejo, que nasceu como uma espécie de campo de embate e tratou até das origens na Antiguidade Romana. A chegada da festa ao Brasil colonizado e escravizado tomou parte dos encontros. Danielle detalhou como a sociedade no País convivia com as imposições da elite imperial e refletia esse cenário na criação de um Carnaval com usos e costumes bem peculiares da época. A professora apresentou uma série de imagens que ilustraram o cotidiano dos festejos, no decorrer do tempo pelo mundo, tratou das bacantes e de situar o festejo como espaço de catarse, experimentação e excessos. 

Danielle ilustrou as explanações com reproduções de materiais sobre o Carnaval nos primórdios, como, imagens, por exemplo, de bolinhas com água de cheiro. Destacou inclusive a representação do campo de inversão e no qual é possível experimentar o outro, durante a folia. A prática dos rostos pintados, a farinha sendo jogada nas pessoas e a participação dos escravos nos entrudos foram alguns dos aspectos detalhados em aula. Estes costumes de atirar água (água de cheiro ou outros líquidos) foram sendo transformados com o passar dos anos, como ressalta a professora. Quem esteve nos encontros também divertiu-se com crônicas publicadas em diferentes tempos na história do Brasil, além de memes atuais sobre temas diversos, mas que ilustram a análise de um evento que precede a construção de um texto ou conteúdo.

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