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Ano Novo, novos leitores

Freepik/Mego-Studio

Viradas de ano são simbólicas, mesmo que, mais das vezes, dia primeiro de janeiro não seja lá tão diferente assim do dia 31 de dezembro. Teme-se inclusive, e com bastante razão, que o ano que entra vá seguir o mesmo rumo do que o que vai se encerrando.

Este site, contudo, talvez pela sua juventude — são apenas quatro meses de estrada — se apega ao simbolismo da virada e traz novidades. A começar pelo novo destaque, que celebra aqueles e aquelas que são a nossa razão der ser: os leitores, cujo dia é 7 de janeiro.

E não celebramos apenas o leitor solitário, fechado em si mesmo, de costas para o mundo. Ninguém aqui está negando que o silêncio e a reclusão podem mesmo ser uma benção para quem está mais interessado, nem que por apenas algumas horas (minutos?), no mundo que tem diante dos olhos do que naquele que o cerca.

Os leitores são de muitos tipos. Imaginar que só haverá leitores diante das condições ideais de temperatura e pressão é excluir todos aqueles e todas aquelas que leem diariamente. Não se trata nem da leitura formulada em sua dimensão metafórica, de quem olha para o céu em busca de indícios de chuva, também ela legítima, claro. Estou falando no tuíte, no textão do Facebook, daquele romance ouvido no trajeto para casa, do capítulo em PDF passado pelo professor e lido na minúscula tela do celular, em pé, no caminho entre o trabalho e a faculdade etc.

Ler não é um privilégio, mesmo que não se negue que haja leitores privilegiados. Ler é um dos gestos mais cotidianos que existem, os quais praticam, todo santo dia, mesmo aqueles e aquelas que não se consideram leitores.

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