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No mês dos Direitos Humanos, lembramos que a leitura é um direito

Foto: Equipe SP Leituras

Entramos no terceiro mês de site. E dezembro sempre chega carregado de reflexões. Vem com o balanço geral do ano e a data mais simbólica do ocidente. Para muitos, é hora de renovar a crença no Deus Menino. Para todos, é o momento de estar juntos, de repensar o fluxo da rotina. 

Como 2020 ecoará por muitos anos no imaginário coletivo, este dezembro cala mais fundo, desejoso de uma vida sã e salva do vírus fatal. Traz consigo, ainda, o Dia dos Direitos Humanos, 10 de dezembro, que, mais do que nunca, traduz-se em direito à vida, à saúde e à arte de superar crises nunca dantes imaginadas.

Ler é um direito humano ainda não exercido plenamente por milhões de brasileiros analfabetos, com baixo letramento ou sem acesso à livros físicos e virtuais. Diante do isolamento social imposto pela Covi-19, da necessidade de significar os recentes acontecimentos, a leitura nunca foi tão companheira das atuais gerações. Velhos e jovens descobriram ou redescobriram que ser humano é também ser leitor de si, é (con)fabular nossas dúvidas e medos.

O projeto Literatura Brasileira no XXI, por meio de ações incluídas na programação da Biblioteca de São Paulo e Biblioteca Parque Villa-Lobos, não podia deixar de tocar essa tecla: a leitura é a água que vem aplacar nossa sede de sonhar e ter esperança. 

Daí ser tão importante o debate proposto por Lilian Borba na oficina “O texto desvendado: estratégias discursivas em diferentes gêneros textuais”. Aí, leitores, antes silenciosos ou anônimos, compartilharam suas experiências. Em resenhas diretas e sensíveis, eles transbordam a sensação da descoberta literária, a criança diante do novo. Quem duvida que a leitura é, de fato, a brincadeira que jogamos para sempre? É essa bola que as resenhas deste mês passam a você, leitor. 

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