/ governosp

Publicações | Destaques

Novembro, mês da consciência negra

Foto: Ricardo Matsukawa.

Nosso portal chega ao segundo mês de vida. Novembro está sob o signo da consciência que traz a contribuição afro-brasileira para o primeiro plano. Mas também a consciência dos fundamentos republicanos. Essas duas frentes são complementares, porque apontam para um país mais justo e autoconsciente do passado e do futuro. 

Assim, este mês, a atividade do projeto Literatura Brasileira no XXI, incluída na programação da Biblioteca de São Paulo e Biblioteca Parque Villa-Lobos, reflete direta ou indiretamente os dias 15 e 20 de novembro. 

Na oficina “Escrever memórias em contos, diários, cartas, poesia e crônicas”, Maurina Lima conduziu a reflexão sobre alguns dos nossos principais escritores negros, em seus temas e dramas. Os textos produzidos pelos participantes, que podem ser lidos aqui, testemunham o quanto é necessário o Dia da Consciência Negra.

A busca por igualdade de direitos passa pelo exercício da democracia, ligado ao letramento da população como um todo. O acesso à cultura escrita, sem menosprezo à oralidade, é um dos ideias constituintes do Brasil. 

Que os textos deste mês abram essas duas portas na consciência de todos. Que só há democracia real com igualdade de condições entre os brasileiros de todas as origens. Que a própria democracia só é plena quando todos leem, compreendem e escrevem suas vidas.


Leia também

Um salve a quem ensina!

Para quase todos, as primeiras letras e palavras começam na escola. O amor pela leitura de livros e de seres também costuma vir pelas mãos de professores, mesmo quando há falta de bibliotecas, pouco incentivo familiar e social, preço impeditivo do livro e, pior, vinga a ideia de que ler é perigos...

Leia Mais!
Persona analfabeta

Uma oficina de criação literária focada em analfabetos soa como para você? Se falamos de leitura e escrita, o que isso teria a ver com quem, justamente, não lê e tampouco escreve? Bem, o Brasil foi construído por trabalhadores majoritariamente analfabetos – contando povos ameríndios, africano...

Leia Mais!
Para se fazer ouvir e ler

Em plena pandemia, que já consome um ano e meio de nossas vidas, isso sem contar aquelas criminosamente ceifadas para sempre, a Biblioteca Parque Villa-Lobos, em mais uma edição das oficinas de literatura, une a ancestralidade da literatura indígena à modernidade dos cursos à distância. Mas nada...

Leia Mais!
A hora e vez da ciência e da literatura – juntas e combinadas

Se há duas coisas que não só não andam juntas, como quase que se repelem, é o par literatura e ciência. Na escola, é bem fácil encontrar aqueles e aquelas que ou preferem as aulas de ciência (matemática, física, biologia) e quem é das humanas (literatura, história, geografia etc.). Dizer q...

Leia Mais!
O videoclipe dá sua letra

Algumas pessoas vão olhar para essa oficina – “O lugar LGBTQIA+ no videoclipe brasileiro contemporâneo” – e não vão entender nada. Como assim videoclipe num site sobre “Literatura Brasileira no XXI”? Outras tantas, mais irônicas talvez, podem dizer que pelo menos o recorte temporal est...

Leia Mais!
Minicontos de trabalho

O trabalho é um conhecido tema literário. Poemas da antiguidade latina tratam das lidas com a terra. Passagens bíblicas dão conta de serviços domésticos. Cartas do início da colonização lusa falam da mão de obra indígena. Com a industrialização e urbanização do ocidente ...

Leia Mais!
Ouvidoria Transparência SIC