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O brinquedo feito de papel que ensina, educa e emociona - Literatura Brasileira no XXI

Publicações | Crítica

O brinquedo feito de papel que ensina, educa e emociona

Ilustração: Fernando Siniscalchi

É por meio da família e da escola que começamos a desenvolver o gosto pela leitura, principalmente a partir de nossos primeiros contatos com os livros.  Todo livro é carregado de uma história, e não me refiro a sua narrativa propriamente, mas ao livro em sua materialidade. Alguém o escreveu, alguém fez a arte da capa e o ilustrou, alguém pensou em seu formato, em seu papel, por exemplo. Quem ama ler, também ama o livro enquanto objeto carregado de simbologia, afetos, emoções sensoriais e sentimentos.

Foi com o objetivo de trazer um novo olhar para o livro, valorizando seus aspectos como um objeto também de arte, com o qual se pode brincar e se encantar, que iniciei os encontros na oficina “Um brinquedo chamado livro: as possibilidades do livro infantil que extrapolam a narrativa escrita”, ocorridos aos sábados de fevereiro de 2021.

O diálogo partiu de uma reflexão sobre a importância do livro em nossa sociedade. Mais do que isso, sobre as experiências do impacto do livro infantil em nossas vidas ou em outras pessoas, que de certa forma, nos rodeiam. As conversas giraram em torno, principalmente, do potencial do livro infantil, não só como fonte de narrativas, mas como potencial de um objeto artístico, um artefato afetivo, inclusive.

Ao longo dos outros encontros da oficina, tentei trazer à tona conhecimentos inconscientes sobre o design gráfico do livro, bem como suas ilustrações, o uso das cores, sua tipologia, sua diagramação. Fazendo uso de uma bibliografia ampla sobre o tema, fui mostrando alguns exemplares de livros infantis, sempre entrecortado com uma belíssima e tocante troca de depoimentos, exemplos e ensinamentos dos participantes.

Agora, terminado a oficina, essas leitoras nos oferecem resenhas de livros infantis. Nesses textos sensíveis, elas mostram a perspectiva de seu olhar que recai sobre o objeto estético e artístico, que toca o leitor não apenas por sua leitura, mas por suas sensações e emoções ao se olhar e tocar o livro. 

Por Fabiano Fernandes Garcez

Veja, a seguir, as resenhas produzidas como resultado da oficina “Um brinquedo chamado livro: as possibilidades do livro infantil que extrapolam a narrativa escrita”, ministrada em fevereiro pelo professor Fabiano Fernandes Garcez, dentro da programação da Biblioteca Parque Villa-Lobos

Carina Castro - Resenha A visita

Lila C. G. Vanzella - Resenhas Aperte aqui e Numa tarde quente de verão

Patricia Teixeira Dias - Resenha A casa da madrinha

Suelen Santana - Resenha Menino do Mato


Fabiano Fernandes Garcez é poeta e professor de língua portuguesa na rede municipal de ensino de São Paulo. É mestrando no curso de Letras na Unifesp e produtor e apresentador do “Sala de Leitura com Fabiano Fernandes Garcez” no Youtube. Assina, entre outros, os livros “Poesia se é que há” (2008), “Em meio aos ruídos urbanos” (2016)  e  “Badaladas de uma preliminar” (2020). 

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