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O bloco das crônicas

Foto: Equipe SP Leituras.

Em razão científica, a pandemia também barrou a principal expressão de ruas e salões do país. Em 2021 o folião precisará pular nas páginas, correr atrás do trio elétrico da imaginação. O Carnaval faz falta, porque a diversão também é um direito do povo, porque é a festa mais democrática do país. Pouco importa o dinheiro no bolso, quando a folia se espalha por calçadas e praças, todo estão convocados, ainda que só como rostos nas janelas.

O Carnaval é a festa do corpo que dança junto, este corpo na mira da Covid-19. Assim, é preciso preservá-lo, porque há muitos carnavais pela vida adentro. Mas se o corpo precisa de sossego, enquanto a vacina não chega de vez, a mente pede passagem. Como um dos fatores mais constitutivos da cultura brasileira, o Carnaval não poderia faltar como um dos destaques da nossa literatura desde sempre.

Tal evento, também objeto da sociologia e da antropologia, desfilou pela oficina “História e escrita de crônicas: um percurso pelo Carnaval a partir da produção cultural realizada no Brasil”. Uma verdadeira visita guiada por Danielle Crepaldi Carvalho, através de máscaras, perfumes, imagens e narrativas que povoaram e povoam o imaginário de gerações. E, de fato, dificilmente se explica ou se vivencia o Brasil sem entender o Carnaval enquanto fenômeno artístico, mas também religioso, comportamental, político e até econômico.

Neste Carnaval, você está convidado e curtir este bloco de crônicas, direto de nossa última oficina. Há enredos para muitos gostos, há seduções memoráveis, confissões inusitadas. Se “o importante é ser fevereiro”, como canta a letra do samba, ainda mais relevante é manter o corpo vivo e seguro. Enquanto o bloco da vacina não termina de passar, vamos ler estas deliciosas crônicas em serpentinas. E que elas nos inspirem a lembrar de nossos carnavais vividos na rua! E a ler a desfilar por tantos outros livros!


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