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Uma semana muitos ângulos

O projeto Literatura Brasileira no XXI segue abordando o centenário da Semana de Arte Moderna de 22. A cada oficina de 2022 sempre um olhar renovado sobre o relevante evento. Evita-se, assim, narrativas romanescas – dois ou três gênios que decidiram o rumo das artes nacionais – ou mesmo anedóticas – acasos que determinaram política e esteticamente todo um movimento. Nada disso! 

É preciso analisar a famosa semana como resultado de um processo histórico movido à contradições, às vezes harmonizadas, e acordos, não raro desfeitos. Dentro dessa perspectiva, que privilegia documentos de época e a investigação sem medo de esbarrar em descompassos e incoerências, é que se deu a oficina Semana de Arte Moderna – por outros caminhos, proposta por Mirhiane Mendes de Abreu. 

Variados e divergentes valores pesaram na balança da Semana. O aporte financeiro e a perspectiva histórica de Paulo Prado, o polemismo pirralho de Oswald de Andrade, o provincianismo bandeirante de Menotti Del Picchia, o histórico vanguardo-internacionalista de Anita Malfatti, o esteticismo ainda idiossincrático de Mario de Andrade ou a oficialidade diplomática de Graça Aranha. 

Tudo isso haveria de frutificar grupos, inimizades internas, novos adeptos, dissidentes à direita e à esquerda, obras de toda cepa que, ora preferindo romper com o status quo ora buscando poder e institucionalidade, constituem o acidentado mas exuberante terreno modernista.

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